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SUJEITO DA AÇÃO

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SUJEITO DA AÇÃO “Quando eu era um garoto, mandavam que eu fizesse o que meus pais queriam. Quando me tornei um pai, passaram a mandar que eu fizesse o que meus filhos queriam. Quando é que vão me deixar fazer o que eu quero?” Começo com essa citação do humorista americano Sam Levenson, para dizer que hoje após 06 anos de Parkinson começo a sofrer as primeiras restrições que não posso fazer isso e aquilo, e começa com a Primeira Dama, pelas minhas três filhas, e chega até meu filho que mora há 530 km e vem a nora, genro  e incrível até meu neto de 06 anos disse que não podia subir a escada  porque era duro e tremia, referindo a rigidez e ao tremor. O que mais me preocupa é que a secretaria que me atendia em tudo que pedia, agora começa a alegar que a minha esposa não quer que eu como isso ou aquilo, o Senhor não pode fazer isso, isso e isso, previamente tudo determinado, Gerando minha primeira perda de autoridade dentro de casa.  E como a doença, a postura da família é também progres…

IMAGINE

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Imagine “um carro velho sem freio” descendo a ladeira, com um parkinsoniano cheio de uísque na cabeça. Não se lembra mais de pesquisa, de reza, com os pés e as mãos tremendo que só vara verde. Lia e relia o texto nem fé nem a ciência, despertava em si absolutamente nada a não ser a sensação agradável do álcool levando-o aos maravilhosos mundos das resoluções inexistentes, das vitorias que nunca aconteceram, das conquistas mirabolantes, das paixões desenfreadas e das derrotas irrevogáveis.
E o carro velho descendo em disparada a ladeira parecia um processo natural de desmonte, num túnel do tempo, pedaços caiam ao longo da descida, parafusos soltavam, para choque arrastava no asfalto originando um zumcrido simultaneamente com uma poeira preta do atrito da roda com a borracha do pneu, espalhando odor de coisa queimada, cachorro latindo, meninos correndo atrás levando dezenas de curiosos acompanhando a pé, de moto, bicicleta, carros, provocando euforia e curiosidade dos residentes da ladei…

LANÇAMENTO

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O livro narra a trajetória de Domingos Sávio nos dois primeiros anos da Doença de Parkinson. As descobertas e os medos que se apresentam a um paciente com uma doença progressiva e degenerativa são revelados a cada capitulo, em um caminho resiliente e admirável. O Livro não contem informações patológicas sobre a doença, mas sim emoções e fatos cotidianos elevando o conteúdo a dimensão complexa porém com entendimento mais flexível. O Leitor encontra o livro na:  Localizado em:Natal Shopping
Endereço: Av. Sen. Salgado Filho, 2234 - Candelária, Natal - RN, 59064-000 Telefone(84) 3025-7902.
Na Editora Ideia Fone 83 3222-5986 WWW.ideiaeditora.com.br Contato: parkinsonianorn.blogspot.com
                dsavio.ac@gmail.com

QUANDO CONHEC MR. PARKINSON

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QUIMERA

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É Comum descobrir coisas, lembrar um amigo, escutar uma voz lhe chamando, ler um livro com a sensação de já ter lido, ver uma paisagem, e abruptamente termos a sensação de que já havia participado daqueles momentos daquela descoberta; que resultou na lembrança dos fatos e que provocou nova leitura do livro que já havia lido.              Está é a minha nova fase da Síndrome do Parkinson, estou vendo coisas que não existem, vendo pessoas me acompanhando. Algumas vezes ao sentar na sala da minha casa e corredor, em virtude do piso ser granito, onde tem aquelas manchas naturais se transformam em galo, galinha, cachorro, coelho, peba,  também vejo animais ferozes me atacando e se saio de casa;  carros me atropelam, bandidos me atacam, policias me agridem; somados e selecionadas vai de cena  de humor a cenas de  terror,  obedecido o suspense de Alfred Hitchicok.
            Para entender melhor a situação fui ler alguns livros pertinentes ao assunto e encontro o conceito da minh…

RESPIRAR PARA A VIDA

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RESPIRAR PARA A VIDA              No decorrer do mês em curso, participei como paciente de Parkinson das oficinas sobre Terapia Respiratória com alunos e professores do curso de fisioterapeutas da UFRN.          Foi para mim o mais surpreendente resultado ao longo da minha doença de Parkinson. Isto porque sempre tive problemas com a minha respiração de tal maneira que não sabia mais discernir a parte psicológica da parte patológica.        Venho a 08 anos lutando com esse trauma que já virou drama, passou a ter os requintes de filme de suspense e até mesmo de pânico; uma ou duas vezes me perpassou as mais mirabolantes cenas de filmes com essas características. Vivia com medo de acontecer a coisa, era assim que chamava meus engasgos que não eram propriamente engasgos convencionalmente chamados. 
          Era mais uma coisa mesmo, que parecia com uma pessoa engasgada supostamente proveniente do refluxo. Mas acontecia também sem matéria. Fato que me deixava angustiado. Tinha medo de respir…

JURAMENTO

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Quando uma pessoa pede algo a alguém fica na expectativa de ser atendido, além evidentemente de ter sido humilde em perguntar o que não sabia, ou não tinha condições físicas de fazer.
Essa é uma situação quase que permanente e progressiva no dia a dia do parkinsoniano. Como a doença é progressiva e degenerativa o problema da incapacidade do fazer, só faz aumentar, ou seja, a cada dia aumenta a dificuldade de vestir uma camisa, calçar um sapato e outras atividades no cotidiano da vida caseira. A evolução dessa atividade acontece no mínimo 03 a 04 vezes ao dia, exigindo assim do parkinsoniano ajuda para cumprir as tarefas por mais simplórias que sejam. Para o parkinsoniano é sempre um dilema acrescido de sucessivas repetições sem melhoria provocando os transtornos em si, nas famílias e amigos.  O fato nos conduz há dois valores básicos na vida humana; “Pedir” e “Servir” que podem construir ou destruir uma relação entre pessoas que esquecem o valor de servir, ou muito pior, ac…

RETORNANDO COMO A AGUIA

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Retorno com alegria a escrever minhas crônicas após uma pausa de mais de 60 dias o que significa uma ausência de no mínimo umas 10 crônicas.  Digo isto porque em minha concepção os fatos em si não representa muita coisa, isolados, ficam vazios do sentido que provocou. Dai resulta a necessidade de a ausência ser esclarecida. O devolutivo da minha explicação é que gera o restabelecimento da confiança e do real significado da minha ausência.  Assim sendo lá vão os fatos que provocaram a falta das crônicas. 
Primeiramente foram de duas naturezas: endógenas e exógenas e em ambas a presença da alegria e da tristeza, do bem e do mal, do bom e do ruim, presentes com amarguras e glorias vitória e derrotas numa sucessão de acontecimentos como crise de Parkinson, pre-depresao, estrese, prevalecendo muitas vezes entre um e outro os bons e ate maravilhosos fatos nos lembrando de que o ser e não ser geram-se mutuamente, dai a morte e a vida também presente neste escasso espaço de tempo, onde só o te…